
Saúde
O Dia das Mães é uma data internacional com o objetivo de homenagear as figuras maternas. Representa, fundamentalmente, o carinho, o amor e os vínculos familiares preservados. No e...
Maria Clara Pasqualeto
01 de maio de 2026 • 3 min de leitura
O Dia das Mães é uma data internacional com o objetivo de homenagear as figuras maternas. Representa, fundamentalmente, o carinho, o amor e os vínculos familiares preservados.
No entanto, nem sempre a realidade é tão doce. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), o Brasil registrou cerca de 11 milhões de mães solo em 2022; o crescimento foi de 1,7 milhão em um período de dez anos.
Além disso, conforme outra pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de divórcios também cresceu em um intervalo de 12 anos, saltando para 420 mil em 2022.
De acordo com Caroline Serbaro, advogada especialista em Direito de Família, o cenário de separação não representa, necessariamente, um “fracasso”. Em muitos casos, mostra uma escolha de priorização da própria pessoa, além de rompimentos saudáveis.
“A família brasileira está passando por uma transformação importante, onde muitas mulheres estão deixando de sustentar relações que já não fazem sentido emocional, psicológico ou até mesmo ético”.
Todavia, essa circunstância acaba impondo a inúmeras mulheres um desafio adicional: a maternidade solo. Caroline explica que essas mulheres não apenas enfrentam os deveres maternais; muitas vezes, elas acabam passando por dificuldades legais.
“As mães solo enfrentam uma sobrecarga em múltiplos níveis. No aspecto legal, muitas ainda lidam com a dificuldade de garantir direitos básicos, como pensão alimentícia adequada, cumprimento do regime de convivência e divisão equilibrada de responsabilidades parentais”.
Além disso, há o aspecto emocional: o fato de muitas mulheres terem de carregar suas obrigações sozinhas, em certos casos, sem qualquer ajuda familiar.
“Para além do jurídico, existe um peso emocional muito significativo. Essas mulheres frequentemente acumulam funções – são mães, provedoras, educadoras e suporte emocional – muitas vezes sem rede de apoio. Existe também um desafio interno, que é sustentar a própria força sem se desconectar de si mesmas”, destaca a advogada.
Apesar de muitas mulheres desconhecerem seus direitos, existem normas jurídicas que visam à segurança e à integridade maternal. Dentre os regulamentos, a advogada lista:
As normas envolvem mais do que atuação jurídica; a advogada finaliza mencionando a importância desse conhecimento para a dignidade e preservação feminina, a fim de garantir uma realidade mais justa.
“A via extrajudicial, quando possível, pode ser um caminho seguro, mais célere e menos desgastante para a resolução de conflitos familiares. Mais do que conhecer a lei, é fundamental que essas mulheres reconheçam que têm direitos – e que podem e devem exercê-los. O primeiro passo é interno: compreender que merecem respeito, suporte e dignidade – e que não precisam aceitar menos do que isso”, conclui.
*O texto contém informações dos portais Terra e G1
O Dia das Mães é uma data internacional com o objetivo de homenagear as figuras maternas. Representa, fundamentalmente, o carinho, o amor e os vínculos familiares preservados.
No entanto, nem sempre a realidade é tão doce. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), o Brasil registrou cerca de 11 milhões de mães solo em 2022; o crescimento foi de 1,7 milhão em um período de dez anos.
Além disso, conforme outra pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de divórcios também cresceu em um intervalo de 12 anos, saltando para 420 mil em 2022.
De acordo com Caroline Serbaro, advogada especialista em Direito de Família, o cenário de separação não representa, necessariamente, um “fracasso”. Em muitos casos, mostra uma escolha de priorização da própria pessoa, além de rompimentos saudáveis.
“A família brasileira está passando por uma transformação importante, onde muitas mulheres estão deixando de sustentar relações que já não fazem sentido emocional, psicológico ou até mesmo ético”.
Todavia, essa circunstância acaba impondo a inúmeras mulheres um desafio adicional: a maternidade solo. Caroline explica que essas mulheres não apenas enfrentam os deveres maternais; muitas vezes, elas acabam passando por dificuldades legais.
“As mães solo enfrentam uma sobrecarga em múltiplos níveis. No aspecto legal, muitas ainda lidam com a dificuldade de garantir direitos básicos, como pensão alimentícia adequada, cumprimento do regime de convivência e divisão equilibrada de responsabilidades parentais”.
Além disso, há o aspecto emocional: o fato de muitas mulheres terem de carregar suas obrigações sozinhas, em certos casos, sem qualquer ajuda familiar.
“Para além do jurídico, existe um peso emocional muito significativo. Essas mulheres frequentemente acumulam funções – são mães, provedoras, educadoras e suporte emocional – muitas vezes sem rede de apoio. Existe também um desafio interno, que é sustentar a própria força sem se desconectar de si mesmas”, destaca a advogada.
Apesar de muitas mulheres desconhecerem seus direitos, existem normas jurídicas que visam à segurança e à integridade maternal. Dentre os regulamentos, a advogada lista:
As normas envolvem mais do que atuação jurídica; a advogada finaliza mencionando a importância desse conhecimento para a dignidade e preservação feminina, a fim de garantir uma realidade mais justa.
“A via extrajudicial, quando possível, pode ser um caminho seguro, mais célere e menos desgastante para a resolução de conflitos familiares. Mais do que conhecer a lei, é fundamental que essas mulheres reconheçam que têm direitos – e que podem e devem exercê-los. O primeiro passo é interno: compreender que merecem respeito, suporte e dignidade – e que não precisam aceitar menos do que isso”, conclui.
*O texto contém informações dos portais Terra e G1